Home » Media » Atividade Dirigida: “No Caminho do Bem – Intolerância Religiosa” (Ep. 5)

11 Responses so far.

  1. EDUARDO ARAÚJO SANTANA NUNES disse:

    É interessante como cada representante de um determinado segmento religioso se coloca como vítima na questão da intolerância! Chega a ser cômico um representante muçulmano, ao falar sobre intolerância religiosa, dizer que antigamente, mais do que agora, se podia discutir harmoniosamente sobre religião! Mas deixando isso de lado, um dos aspectos que não foram abordados pelo vídeo que, a meu ver, seria o principal responsável pelo crescimento da intolerância religiosa em nossos dias é o ressurgimento do fundamentalismo religioso, que assume formas extremas, inclusive com o emprego da violência, como frente de oposição à crescente onda liberal no campo religioso e político. Os fudamentalistas judaicos sempre foram importantes na vida política de Israel mantendo o equilíbrio do poder dos governos israelenses. O fundamentalismo islâmico tem assolado muitos países do Oriente Médio, da África e de parte da Ásia.

    Embora os representantes da Ubanda e do Candomblé tenham discursos muito bem articulados e tentem levar a discussão religiosa para o campo racial; considerando-se apenas o âmbito religioso, tais manifestações religiosas têm sofrido forte oposição porque de uma certa forma eles passaram a representar afinidades com características da pós modernidade (liberalismo sexual e político, entre outras coisas) que são amplamente combatidos pelos fundamentalistas.
    Para finalizar, acho muito estranha a defesa da laicidade do Estado e a luta contra a intolerância religiosa com a criação de uma lei que através do doutrinamento velado procura encabeçar o diálogo. Na verdade, com a destituição da Igreja Católica da função educacional muitas outras expressões religiosas procuram implantar suas ideias através da ocupação deste bolsão. E sim, a representante da ubanda foi muito perspicaz tanto ao identificar a questão do mercado como forte influência para a manutenção da intolerância das atuais instituições religiosas como também ao mostrar o contrasenso que são as denominações pentecostais que combatem as práticas místicas que eles próprios praticam sob outros nomes.

    REFERÊNCIAS

    GIDDENS, A. Sociologia. 6ª. ed. Porto Alegre: Penso, 2012.

    BRYM, R. et al. Sociologia: sua bússola para um novo mundo, São Paulo: Cengage Learning, 2010.

  2. Luan Nascimento disse:

    Taí o tema que mais é pertinente discutir nos dias atuais: Intolerância religosa. Porque, infelizmente, é algo que vem de muitos e muitos de história, e nunca foi tomado como uma discussão extremamente importante por toda a sociedade humana em favor de uma compreensão melhor da causa de tanta intolerância, e como poderia/pode ser visto formas de “combater”. O documentário mostra fortemente as dores e sofrimentos que a intolerância traz. Mas também traz idéias de como é possível uma compreensão de uma sociedade que pode ser mais respeitosa e harmônica. Essas possibilidades e saídas contra a intolerância religiosa devem ser discutidas hoje, no agora.

  3. Ariane Machado disse:

    Ouso acrescentar um novo comentário, discordando e concordando com a candomblecista que nos fala no vídeo. Rotular a discriminação das religiões afro como uma discriminação simplesmente racial é ignorar todo um povo negro e pobre que enche igrejas evangélicas e católicas. Historicamente o seu argumento pode ser bem valido, mas não é o retrato das religiões hoje no Brasil. Mas volto e concordo com ela em seu argumento seguinte, quando apresenta um grupo de igrejas, denominadas cristãs, que em muito se assemelham ao candomblé, mas ressignificam suas praticas como santas por estar dentro de um tempo e ser “realizadas pelo Espírito Santo”, do meu olhar batista e tradicional, não é apenas a quem você direciona o seu culto, mas também as suas práticas importam. Quando o povo de Israel, na bíblia, deixou de dar valor às ofertas consagradas a Deus, continuaram ofertando, mas sem valor algum, para Deus era como se não adorasse. Então, ter praticas semelhantes às religiões de origem afro e as condenar é no mínimo hipocrisia. Mas o melhor de tudo seria que não condenasse a ninguém, pois o próprio Cristo diz que veio ao mundo para pregar e não para condenar (João 3:17), então quem somos nós para fazermos o contrario? Resta a nós, e a todos, focarmos no que nos é ensinado em nossos templos, no caso do cristianismo, focar em Jesus e agir com amor, misericórdia e mansidão. Deixar de lado as pedras que acusam, e pregar em amor.

  4. Ariane Machado disse:

    Talvez o meu argumento não alcance integralmente o titulo do video que é a “Intolerância religiosa”, mas a defesa de certas religiões como “cultura brasileira” é no minimo um desrespeito às demais religiões. Não existe uma cultura brasileira pautada numa religião, ainda que tradicionalmente havia sido cristã, ainda que haja uma aceitação grande das religiões de origem africanas na Bahia, por exemplo, a escolha da religião deve ser completamente pessoal, o governo deve garantir sim segurança, mas nunca sair em defesas específicas a uma ou outra e condenar insistentemente a outras. Concordo com aqueles que declararam que a intolerância religiosa nada tem a ver com a espiritualidade, creio que a maioria, senão todas as religiões sustentam doutrinas de amor, caridade, cuidado, e demais atitudes de aceitação, respeito etc e queles que pratica a intolerância se afasta de sua própria religião para externar seu pensamento pessoal.

  5. Marcio dos Santos Reis disse:

    Quando falamos de intolerância religiosa, logo nos vem à questão da polarização entre evangélicos e religiões de matriz africana, esse é o estigma mais presente e acentuado no âmbito do conflito por diferenças de crenças e pontos de vista a cerca da religiosidade do outro. Porem, a intolerância religiosa se expressa nos mais diversos segmentos da sociedade, entre a diversidade de religiões existentes, não é exclusivo as religiões de matriz africana, os judeus, por exemplo, são tachados por serem responsáveis pela “morte” de Jesus Cristo, há claramente a presença do antissemitismo. O estado precisa ter pulso firma e criar leis mais rígidas em relação a intolerância religiosa, mas também deve ser através da educação e fortalecimento da cultura dos mais diversos povos, inclusive a história das religiões afro-brasileiras, para que possamos ter pessoas conscientes do dever em respeitar a opção do outro.

  6. Intolerância religiosa, tema bastante atual e muito pertinente para todos segmentos da sociedade e muito gratificante e enriquecedor no viés teológico propriamente dito. Sabemos das diferencias ideológicas e religiosas, quando o que devemos prezar na verdade é a essência do evangelho de Cristo, que tem por característica o amor e o respeito ao próximo, onde precisamos fortalecer o dialogo e o relacionamento com todos os povos, independente de religião, etnia ou raça, fazendo jus aos exemplos de vida e relacionamento que Jesus construiu na sua caminhada agregando pessoas e não usando de preconceito e intolerância com quaisquer que seja. A intolerância religiosa tem tomado uma proporção extrema, onde vemos perseguições e ate mesmos agressões por parte de pessoas que acham – se que a religião de tal é a certa e a outra supostamente é errada, quando na verdade precisamos diante mão ter o respeito e amar a todos como DEUS que não faz acepção de pessoas nos ama.

  7. Uelington Sousa Rocha disse:

    O vídeo propõe uma reflexão sobre a intolerância religiosa. No Brasil, a expressão da intolerância frequentemente coloca evangélicos e religiões de Matriz africana como opositores. Contudo, a intolerância a outras religiões passa por várias religiões, especialmente as dominantes em relação aos minoritários. Os primeiros cristãos foram extremamente perseguidos, para em seguida, sob a aliança com Roma passarem a perseguir outras religiões, especialmente o judaísmo. Havia a ideia de que os judeus foram os responsáveis pela morte de Jesus, e, embora a morte de Cristo é justamente a forma de como a salvação veio ao mundo, os cristãos católicos decidiram perseguir os executores. As convicções fazem parte da religião, mas isso não deve levar à imposição. A essência do evangelho é o amor e não a violência.

  8. Vitor de Oliveira Santos disse:

    Intolerância religiosa, é um tema bastante comentado nos últimos tempos, no mundo, diante da grande diversidade religiosa que encontramos. Quero destacar a entrevista ,consciente, centrada e muito madura do pastor presbiteriano no vídeo acima, onde de forma magistral, se fala do verdadeiro cristianismo, da pessoa de Jesus, com muito respeito ao próximo e zelo nas suas palavras. Realmente posicionamentos como desse pastor reflete o verdadeiro sentido de ser cristão. Intolerância religiosa está ligada ao ódio, ao fanatismo, extremismo/radicalismo e disputa ideológicas e mercadológicas, onde a sua religiosidade acaba matando a espiritualidade. O respeito, o dialogo e politicas públicas para conter e reparar a intolerância religiosa são caminhos nesse universo dissidente, destacando que o poder público deve se envolver ainda mais nessa causa.

    Queria destacar um outro ponto, que vejo como bastante complexo e que gera uma discussão ainda mais profunda. O ensino religioso nas escolas, que também foi citado no vídeo. Não quero aqui afirmar se sou a favor ou contra(do ensino religioso nas escolas) pois vai muito mais além. Mais quero enfatizar o papel da família nesse ensino, entendo que é uma de suas funções e não necessariamente a escola. Cabe a família, primeiramente, educar e ensinar princípios religiosos aos seus filhos.

  9. Marciana Santana disse:

    Vivemos em uma sociedade de diversidade de religiões, onde a cada momento as pessoas buscam sua conexão com o sagrado. A partir disto reaparece com força a intolerância religiosa, que tem ganhado muito destaque em uma sociedade mais aberta, mas que ainda não respeita a escolha do outro.
    No vídeo No Caminho do Bem, o entrevistador trata do tema intolerância religiosa apresentando na visão de algumas religiões, sendo interessante observar que ninguém é culpado, mas se vítima da situação. Mas ao se observar, as falas relatam um amor ao próximo que é inexistente, falando-se em Deus, mas não cumprindo um mandamento que é universal. Por que sentimos tanta dificuldade em aceitar o outro? Em aceitar sua posição e escolha de vida? No documentário uma pergunta me chama atenção: Se a fé nos separa, o que poderá nos unir? Nos levando a refletir sobre nossas atitudes perante o próximo.
    Percebemos assim que a intolerância faz com que não pensemos como Cristo, e passemos a agir como vítimas. Não exercendo a empatia e o respeito à diversidade existente.

  10. Wbiratan Costa disse:

    Se tomarmos a visão histórica como ponto de partida perceberemos que a intolerância religiosa sempre esteve presente na sociedade,principalmente nos relacionamentos entre os diversos povos e culturas, mas com o passar dos séculos vimos a fixação do modelo “estado” para as sociedades e posteriormente a sua laicidade. Hoje os direitos são iguais para todos, ou pelo menos deveria ser, mas fora dos muros estatais ainda acontecem as intolerâncias religiosas entre diversas religiões: Candomblé, Umbanda, católicos, protestantes etc. É fato que em muitas vezes o evangelicalismo é visto com uma conotação negativa e demonizada, mas será que muitos evangélicos não têm atraído esses olhares? Será que muitos lideres evangélicos não mesclaram sua intolerância religiosa com seus interesses políticos numa investida de dominação do estado? No contexto brasileiro a politica têm se tornado um alvo para aqueles religiosos sedentos de poder. Para nós a bíblia é o livro sagrado que nos ensina como viver, mas em meio a todo esse contexto como fazer que as outras pessoas vejam e vivam esse lindo e maravilhoso estilo de vida? Usando o respeito e deixando que os ensinos de Jesus transpareçam em nossas vidas.

  11. odalvo disse:

    Este assunto é bastante relevante para os dias atuais, mas nos comentários exibido dar-se entender que os evangélicos são os vilões da historia e o resto são os oprimidos. Partindo principio de que todos tem sofrido essa intolerância, mas não negando as experiencias de traumas e sofrimentos passados por outros meios religiosos, a solução não está em politicas publicas mas na ortopraxia das escrituras.

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